Eis o número de horas de sono (certas) para reduzir o risco de demência

Uma investigação recente revela que a quantidade de horas que devemos dormir. Nem mais uma, nem menos um. Saiba que outros fatores também podem influenciar no risco de desenvolvimento de demência.

A qualidade do sono não influencia somente o desempenho e a energia que deposita nas atividades do dia a dia. A falta de descanso, além de levar a uma exaustão mental, a longo prazo, pode traduzir-se em sérios problemas para a saúde.  

O número de horas de sono é um dos fatores que tem sido cada vez mais alvo de análise e, recentemente, uma equipa de investigação da Universidade York, no Canadá encontrou associações diretas entre o número de horas de sono e um aumento do risco de demência. Em causa estão três fatores diferentes: O nível de atividade física, tempo sentado e duração do sono.

A idade é, de facto, um dos fatores mais propícios ao desenvolvimento de doenças como a demência, porém, a ausência de momentos de descanso pode ter um peso ainda maior.

O que é que podemos fazer para reduzir o risco de demência?

Esta investigação publicada no Jurnals Plos One mostra que devemos dormir de 7 a 8 horas por noite para conseguir minimizar o risco de demência.  Perceba também porque é que não deve dormir  nem mais um minuto nem menos um.

"Dormir menos de 7 horas por noite está associado a um aumento de 18% do risco de demência, enquanto dormir mais de 8 horas por noite relaciona-se com um aumento de 28%", descrevem.

Esta informação alinhada com estudos anteriores revela que dormir demasiado pode ser tão prejudicial para a saúde quanto negligenciar as horas de descanso. 

Outras pesquisas citadas pela mesma fonte sugerem que dormir em demasia pode até ser um sinal precoce de que o Alzheimer.

Contudo, note que não é tudo!

Estar sentado durante muito tempo (mais de 8 horas por dia) e a falta de atividade física (menos de 150 minutos por semana) também são fatores que estão associados a um aumento significativo da probabilidade de desenvolver demência.

Impacto da atividade física na saúde e na prevenção de condições como demência

Estes investigadores esclarecem que o exercício físico pode ser benéfico na medida em que "mantém o fluxo sanguíneo ativo no cérebro, pode eliminar resíduos dos neurónios e pode proteger outras partes do corpo ligadas ao cérebro".

"Estima-se que cerca de metade de todos os casos de demência poderiam ser evitados ao abordar fatores de risco relacionados com o estilo de vida", apontam.

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