Beijar faz mesmo bem à saúde? Psicóloga esclarece as dúvidas

 

O Dia do Beijo é comemorado a 13 de abril, sem dúvida um dos gestos de carinho mais praticado pelos seres humanos ao longo da história. Seja entre amigos, familiares ou apaixonados o beijo é uma constante nas relações humanas, principalmente nas sociedades ocidentais, como manifestação de afeto e carinho.

Beijar faz bem à saúde e isso tem uma base neurobiológica muito clara. Quando beijamos, existe uma ativação de vários sistemas no cérebro associados ao prazer e à vinculação. Libertamos dopamina que está ligada à sensação de recompensa e oxitocina — uma hormona fundamental na criação de ligação e confiança. Existe, ao mesmo tempo, uma redução do cortisol, o que contribui para a diminuição do stress.

Dr.ª Carolina de Freitas Nunes | Fotografia: D.R.

Do ponto de vista neuropsicológico, o beijo é também uma forma muito poderosa de comunicação não verbal. Envolve proximidade, contacto físico e sincronização emocional, três elementos essenciais para a regulação emocional e para o fortalecimento das relações. Num contexto em que estamos cada vez mais expostos a estímulos digitais e menos ao contacto físico, estes pequenos gestos tornam-se ainda mais relevantes.

O cérebro humano precisa de ligação, e o toque continua a ser uma das formas mais diretas de a criar. Por isso, mais do que uma questão de quantidade, é uma questão de qualidade. Durante um beijo apaixonado são ativados 29 músculos do corpo, dos quais 17 estão localizados na língua.

Alguns cientistas defendem que a origem do beijo está no olfato, isto porque cheirar o rosto da amada era um sinal de bem-estar e prazer. Outra teoria considera que surgiu com a alimentação. Os filhos recebiam a comida mastigada diretamente da boca dos pais. Este gesto ficou como símbolo de cuidado e amor.

Beijar com presença, com intenção e com ligação pode ter um impacto real no bem-estar emocional.

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