É hora de celebrar o Domingo de Páscoa!
É hora de celebrar o Domingo de Páscoa!
Entre a dor e o milagre existe o sábado, o dia invisível, suspenso, o dia em que nada parece acontecer.
A Sexta-feira Santa é o dia do silêncio profundo. É o dia em que o mundo abranda, mesmo que não perceba porquê. Há uma quietude simbólica que paira sobre esta data: a memória do sacrifício, da entrega, do amor levado até ao limite da dor. A tradição recorda a crucificação de Jesus Cristo, mas o seu significado ultrapassa a dimensão religiosa, fala da experiência humana universal da perda, da rendição e da transformação.
A Sexta-feira Santa representa todos os momentos em que a vida nos pede para parar, aceitar o que não podemos controlar e atravessar a noite escura da alma. É o dia em que reconhecemos que existem ciclos que precisam de terminar, ilusões que precisam de cair e partes de nós que precisam de morrer para que algo novo possa nascer. É um dia de vulnerabilidade, de entrega, de um silêncio que antecede a mudança.
Entre a dor e o milagre existe o sábado, o dia invisível, suspenso, o dia em que nada parece acontecer. E é precisamente nesse espaço invisível que a transformação começa a germinar, e então chega o Domingo de Páscoa.
O Domingo de Páscoa fala de ressurreição e recomeço, de portas que se abrem depois de um longo período fechadas. Fala de luz que entra onde apenas havia medo, fala de futuro. Se a Sexta-feira Santa nos ensina a confiar na travessia, o Domingo de Páscoa ensina-nos a confiar na renovação. Ele representa um convite poderoso, o de deixar para trás o peso que carregámos, de respirar fundo e permitir que a vida floresça outra vez dentro de nós. Porque depois de cada noite escura, há sempre um amanhecer e a Páscoa recorda-nos exatamente disso todos os anos, como um sussurro de esperança soprado em nossas almas.


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