Porque é que o seu gato fica a olhar para o “nada”? A explicação pode ser mais simples (e fascinante) do que imagina

 Há quem diga que poderá estar associado a um fenómeno sobrenatural mas há uma explicação bem mais lógica e impressionante

Porque é que o seu gato fica a olhar para o “nada”? A explicação pode ser mais simples (e fascinante) do que imagina© rai

Se vive com um gato, já deve ter passado por isto: ele para, fixa o olhar num ponto vazio e ali fica, imóvel, como se estivesse a observar algo invisível. A primeira reação? Estranheza ou até um ligeiro arrepio.

Mas antes de pensar no sobrenatural, há uma explicação bem mais lógica e impressionante.

Os gatos têm sentidos muito mais apurados do que os nossos e estudos indicam que a audição, por exemplo, consegue captar frequências muito mais altas, incluindo sons produzidos por pequenos insetos, roedores dentro das paredes ou até vibrações quase impercetíveis da casa. Ou seja, enquanto para si está silêncio absoluto, o seu gato pode estar a “ouvir” um verdadeiro mundo escondido.

A visão também desempenha um papel importante. Embora não vejam tantos detalhes como os humanos ao perto, os gatos são especialistas em detetar movimento. Pequenas sombras, reflexos de luz, partículas de pó no ar ou até o movimento quase invisível de uma cortina podem captar completamente a sua atenção.

Pode até acontecer que o seu gato esteja a olhar para “feixes de luz invisíveis”! Os olhos dos gatos têm a capacidade de ver luz ultravioleta (UV), que é invisível ao olho humano.

Segundos os especialistas há ainda outro fator curioso: o instinto de caça. Mesmo dentro de casa, os gatos mantêm um radar natural sempre ligado. Um som mínimo ou um movimento subtil ativa automaticamente esse modo “caçador”, levando-os a observar fixamente, à espera do momento certo para agir.

E depois existe o lado mais “interno”. Tal como nós, os gatos também têm momentos de pausa e foco. Às vezes, esse olhar perdido pode ser apenas isso: um estado de atenção relaxada, quase meditativa.

Claro que há exceções. Se este comportamento vier acompanhado de sinais como desorientação, miados incomuns ou movimentos repetitivos, pode ser importante falar com um veterinário para excluir questões neurológicas ou sensoriais.

Mas, na maioria das vezes, não há mistério, apenas um animal com capacidades sensoriais extraordinárias, a interagir com um mundo que nós simplesmente não conseguimos ver… nem ouvir.

E talvez seja isso que torna os gatos tão fascinantes: vivem na mesma casa que nós, mas parecem ter acesso a uma realidade paralela.

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