Quantos ovos podemos comer por dia? Benefícios, riscos e o que dizem os especialistas
São presença constante nos pequenos-almoços de atletas e influencers, mas continuam a gerar dúvidas: afinal, comer ovos todos os dias faz bem ou mal? A resposta não é assim tão linear.
Os ovos tornaram-se um dos alimentos mais populares nas rotinas saudáveis, muito por culpa da sua versatilidade e valor nutricional. Ainda assim, continuam a carregar uma reputação controversa, sobretudo devido ao seu teor de colesterol. Mas será que devem mesmo ser consumidos com moderação?
À semelhança de qualquer outro alimento, o impacto dos ovos no organismo depende da quantidade ingerida e das características de cada pessoa. Em excesso, podem provocar desconforto abdominal e outros efeitos menos desejáveis, mas isso não significa que devam ser evitados.
Para esclarecer este tema, especialistas citados pelo site Very Well Health analisaram os efeitos do consumo diário de ovos e deixam algumas conclusões claras.
O que acontece ao corpo quando come ovos todos os dias?
Ricos em proteína de alta qualidade, os ovos desempenham um papel importante na manutenção da massa muscular. “O corpo precisa de proteína para construir e manter a massa muscular” e, por isso, ao aumentar a ingestão desta proteína, “pode aumentar a massa muscular quando combinado com treino de força”.
Além disso, são fonte de antioxidantes, compostos que ajudam a combater os radicais livres no organismo. “Os ovos são ricos em antioxidantes, compostos vegetais que reduzem alguns problemas nas células causados por moléculas instáveis chamadas radicais livres no corpo”, que estão associados ao desenvolvimento de doenças crónicas como diabetes, cancro e problemas cardíacos.
Outro benefício frequentemente apontado está relacionado com o controlo de peso. “Os ovos são ricos em proteína, relativamente baixos em calorias e um alimento saciante”, principalmente as claras, podendo ajudar a reduzir a ingestão calórica ao longo do dia.
E o colesterol?
É aqui que surgem as maiores dúvidas. “Quase todo o colesterol está nas gemas, não nas claras”, explicam os especialistas.
Alguns estudos associam o consumo de ovos ao aumento do colesterol no sangue, motivo pelo qual pessoas com níveis elevados devem ter maior cautela. Ainda assim, há um dado relevante: “comer ovos pode aumentar o colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL)”, conhecido como colesterol “bom”, responsável por “remover o colesterol prejudicial ao sangue”.
Nem só a quantidade importa
Mais do que o número de ovos consumidos por dia, há outro fator decisivo: a forma como são preparados.
A nutricionista Allison Herries sublinha que o método de confeção pode alterar significativamente o impacto na saúde. “O modo de preparação dos ovos também impacta a saúde”, pelo que recomenda optar por “óleos ou ervas e especiarias saudáveis para o coração para dar mais sabor”.
Por outro lado, deve evitar-se a adição de gorduras saturadas, como manteiga ou bacon, já que estas podem contribuir para o aumento dos níveis de colesterol.
Então, qual é o limite?
Não existe uma resposta única. O consumo diário de ovos pode ser seguro para muitas pessoas, desde que integrado numa alimentação equilibrada. Ainda assim, em casos específicos, como histórico de colesterol elevado, o ideal será ajustar a ingestão com acompanhamento profissional.


Comentários
Enviar um comentário