5 hábitos que ajudam a proteger o cérebro contra a ansiedade

Um estudo australiano apurou que interromper hábitos de bem-estar durante apenas duas semanas pode ter impacto negativo na saúde mental, aumentando sintomas de ansiedade, irritabilidade e mau humor em adultos saudáveis.

5 hábitos que ajudam a proteger o cérebro contra a ansiedade

Um estudo australiano, publicado em dezembro de  2025 pela revista JMIR Formative Research, concluiu que apenas duas semanas sem hábitos ligados ao bem-estar e saúde mental podem levar a sintomas de ansiedade e depressão em adultos saudáveis, realça o jornal Metrópoles. 

Os pesquisadores procuraram perceber de que forma as mudanças negativas na rotina afetavam a saúde mental a curto prazo.

Durante um período de 14 dias, os participantes fizeram uma série de atividades associadas ao bem-estar emocional, como atividade físicadormir bem e atividades cognitivamente estimulantes

No fim deste período - com a interrupção destas atividades - os participantes registaram aumento da irritabilidade, piora significativa do humor, má disposição e outros sintomas relacionados com a ansiedade de depressão. 

Apesar dos participantes não terem desenvolvido transtornos psiquiátricos completos, apresentaram sinais de sofrimento emocional.

De acordo com os investigadores, há 5 hábitos que contribuem para a saúde mental, nomeadamente:

  1. Dormir bem regularmente;
  2. Fazer exercício físico;
  3. Manter a interação social;
  4. Ter uma alimentação equilibrada;
  5. Estimular o cérebro com atividades prazerosas.

8 hábitos que disparam o stress

Especialistas revelaram ao Real Simple hábitos que, por outro lado, contribuem para o stress. 

São eles: 

1. Desconforto térmico

"Como o corpo precisa trabalhar para manter a temperatura interna estável, um leve desconforto térmico, seja por calor excessivo ou frio excessivo, pode ser interpretado como uma forma de stress fisiológico", nota a médica Soma Mandal.

2. Falta de luz natural

"Sem exposição suficiente à luz do dia, a produção de melatonina permanece suprimida durante o que deveriam ser as horas de vigília, e o cérebro tem dificuldade em enviar sinais claros de dia para o resto do corpo". 

3. Ruído constante

"A exposição crónica a sons de baixa intensidade mantém o corpo num estado de leve excitação simpática, mesmo durante o sono, provocando inflamação e desregulação da pressão arterial".

4. Respiração superficial

"Aumenta a resposta fisiológica de um estado de relaxamento e baixa perceção de ameaça para um estado de maior vigilância, resultando num aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial".

5. Manter-se ligado após o trabalho

"O problema não é um único e-mail enviado tarde durante a noite. É o padrão. Fisiologicamente, cria o que os cientistas consideram ser um desgaste no corpo causado por estar perpetuamente em estado de alerta". 

6. Trocar de tarefas

"Alternar entre e-mails, abas e listas de tarefas pode parecer produtivo no momento, mas tem um preço. A troca frequente de tarefas força o cérebro a reorientar repetidamente, o que exige uma quantidade significativa de energia cognitiva", diz o psicoterapeuta Prudence Leung.

7. Decisões atrás de decisões 

"Cada pequena decisão ao longo do dia, como o que comer, vestir ou a que responder, exige que o seu cérebro pondere opções e preveja resultados. Isso utiliza a função executiva, que consome muita energia. Quando as decisões acumulam-se, o corpo percebe isso como um desgaste constante dos recursos cognitivos". 

8. Excesso de agenda

"Quando cada hora está preenchida, mesmo com compromissos prazerosos, o corpo não tem as micropausas de que precisa para recuperar. Observando que isso pode manter as hormonas do stress ligeiramente elevados. Com o tempo, até mesmo coisas que realmente espera com ansiedade podem começar a parecer obrigações".

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