Neurologistas alertam: 5 hábitos comuns que afetam a saúde do cérebro

 O cérebro trabalha 24 horas por dia para regular o corpo, processar informações e manter a memória e o humor equilibrados. Ainda assim, existem hábitos do dia a dia que muitos consideram inofensivos, mas que neurologistas alertam poderem prejudicar seriamente a saúde cerebral a longo prazo.

O seu cérebro funciona 24 horas por dia, processando informações, regulando o humor e mantendo o corpo a funcionar. É por isso importante cuidar da saúde cerebral, priorizando hábitos saudáveis e evitando outros que são prejudiciais.

 

Neurologistas revelaram ao EatingWell os 5 hábitos que deve repensar pela saúde do seu cérebro. 

1. Tratar o sono como opcional

O seu cérebro fica ativo enquanto dorme. Durante o sono, realiza manutenções essenciais para funcionar da melhor forma, como remover resíduos, consolidar memórias e reconfigurar sistemas que importantes para a função cognitiva. 

"O sono é o momento em que o cérebro elimina resíduos e consolida a memória. Quando o sono é curto ou fragmentado, estes processos permanecem incompletos, levando ao comprometimento das funções cognitivas", destaca a neurologista  Kimberly Idoko. 

Isto explica porque é que a privação crónica de sono tem sido associada ao declínio cognitivo e ao risco de doenças neurológicas. 

Nesta perspetiva, distúrbios como a apneia de sono também podem prejudicar a saúde cognitiva. "Com a privação crónica de sono ou apneia de sono não tratada, o cérebro recebe menos sono profundo reparador e mais fragmentação, o que afeta a consolidação da memória, regulação emocional, saúde vascular e sistemas de limpeza noturna do cérebro", acrescenta o neurologista Rab Nawaz Khan.

2. Ficar muito tempo sentado e não fazer exercício

Passar longos períodos de tempo sentado, sem se levantar ou movimentar o corpo, pode afetar a saúde do cérebro. "Muito tempo sentado e pouca atividade aeróbica pioram o fluxo sanguíneo, a saúde metabólica e a resistência vascular. Isto é importante porque lesões em pequenos vasos sanguíneos são um dos principais fatores de envelhecimento cognitivo", afirma Khan. 

A atividade física ajuda a melhorar a circulação sanguínea, incluindo o fluxo para o cérebro, estando associada a um melhor desempenho cognitivo.

O neurologista David Perlmutter acrescenta que embora movimento o corpo seja essencial para a saúde do cérebro, é importante evitar hábitos sedentários. "Atividades como navegar infinitamente na internet ou ver televisão sem prestar atenção, não desafiam o cérebro. Com o tempo, esta falta de estímulo avisa o cérebro que está na hora de diminuir o ritmo", sublinha. 

3. Excesso de consumo digital e multitarefas

Entre o telemóvel, e-mails e redes sociais, o seu cérebro está habituado a alternar entre tarefas. Embora isto possa ser mais simples para crianças e jovens, para os adultos é mais desafiante. 

"A constante exposição a estímulos digitais mantém o cérebro em estado de alerta máximo", explica Idoko. "A atenção fragmenta-se e as condições necessárias para a memória e regulação emocional não se estabelecem completamente". 

Realizar várias tarefas ao mesmo tempo pode agravar ainda mais o problema. "Apesar do que pensamos, o cérebro não executa duas tarefas complexas simultaneamente", sublinha o neurologista William Scott Burgin. 

4. Consumir muitos alimentos processados

Dietas ricas em alimentos ultraprocessados ​​e açúcares adicionados estão associados à inflamação e a alterações metabólicas que podem afetar a função cognitiva. 

Conforme realça Perlmutter, comer snacks o dia todo, consumir bebidas com açúcar ou hidratos ultraprocessados "mantém a insulina elevada e causa caos metabólico".

"A ingestão frequente de alimentos ultraprocessados ​​está associada ao aumento do stress oxidativo e da inflamação, inclusive no cérebro", sublinha. "Estes efeitos metabólicos podem prejudicar a regulação da glicose e reduzir a eficiência energética, o que pode manifestar-se como confusão mental e redução da resistência cognitiva".

5. Ignorar problemas de audição

A audição é um aspeto negligenciado na maioria das vezes no que diz respeito à saúde cognitiva, mas desempenha um papel importante. "Com a perda auditiva não tratada ou a exposição repetida a sons altos, o cérebro precisa de trabalhar mais apenas para descodificar o som, o que aumenta a carga cognitiva", afirma Khan. 

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